Substância encontrada na maconha é liberada para combate a Epilepsia

Unknown | 04:55 | 0 comentários

Cnabidiol é uma substância presente na maconha que ajuda crianças e adolescentes com epilepsiaFoto: Caio Marcelo / Agencia RBS
O uso medicinal do canabidiol, substância encontrada na maconha, foi liberado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A prescrição do composto passa a serpermitida para o tratamento de crianças e adolescentes com epilepsia ou que sofram de convulsões e sejam refratárias a tratamentos convencionais. A resolução que regulamenta a medida atende pelo nº 2.113/2014 e foi encaminhada nesta quinta-feira para publicação no Diário Oficial da União.

O uso do canabidiol deverá ser compassivo – isso significa ocorre quando um medicamento novo, ainda sem registro na Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), pode ser prescrito para pacientes com doenças graves e sem alternativa terapêutica satisfatória com produtos registrados no país, segundo o CFM. Além disso, a resolução indica ainda que a substância deve ser usada em conjunto com outros métodos, nunca sozinha.

– O CFM age em defesa da saúde dos pacientes, o que exige oferecer-lhes abordagens terapêuticas confiáveis. No caso do canabidiol, até o momento, os estudos realizados em humanos têm poucos participantes e não são suficientes para comprovar sua segurança e efetividade. Diante desse quadro, é importante desenvolver urgentemente pesquisas que possam vir a fornecer evidências robustas, de acordo com as normas internacionais de segurança, efetividade e aplicabilidade clínica do CBD – ressaltou o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima.

Apenas neurologistas, neurocientistas e psiquiatras estão aptos a receitar o canabidiol. Médicos interessados devem estar previamente cadastrados em uma plataforma online desenvolvida pelos Conselhos de Medicina, e os pacientes que realizarem o tratamento compassivo com a substância também deverão ser inscritos no sistema.

Por fim, a nova regra proíbe a prescrição de cannabis in natura para uso medicinal e todos os seus outros derivados, que não o canabidiol. O grau de pureza da substância e sua apresentação seguirão determinações da Anvisa. 

Fonte: ZH notícias

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